Talhado no Fotojornalismo

RAIMUNDO PACCÓ

O fotógrafo Raimundo Paccó é conhecido dos consumidores de imagens e notícias. Talhado no front do fotojornalismo, Paccó conheceu o mundo trabalhando para jornais como Correio Brasiliense, Folha de São Paulo, entre tantos outros. Um trabalho voltado à documentação, cobertura diária.
Companheiro em grandes reportagens, como o assassinato de Dorothy Stang ou o massacre dos garimpeiros pelos índios Cinta-Larga em Rondônia – ambos tão simbólicos para Amazônia.
Mas este que mostro é outro Paccó dentro do mesmo fotógrafo. Em pequeníssimo ensaio, aqui ele se permite um olhar menos tensionado pelo tempo, contemplativo, alheio à produção do chamado hard news jornalístico.
Como barco ao largo da cidade, flanando pelos rios, ele transita. Um caminho de luzes trilhado por onde o fotógrafo passa, passa e vê. O movimento das cores nas velhas e sólidas construções estáticas. História que se confunde com cenários cenográficos, vermelho tungstênio marcado nas pedras do forte. E a lua, que ele não mostrou naquele dia, mas guardou na retina.

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