São Gabriel e seus demônios

A Agência Pública foi até o alto rio Negro, no noroeste do Amazonas, em busca de entender por que o município mais indígena do Brasil é também o que tem o maior índice de suicídios.
Por Natalia Viana 
Faz pouco mais de dois meses que ela se foi, um dia antes do seu aniversário. Maria – vamos chamá-la assim – completaria 20 anos em 2 de março. Maku - São Gabriel da Cachoeira. Foto Paulo Santos 1987Ninguém diria que não era uma indiazinha como tantas que colorem as ruas de São Gabriel da Cachoeira, município no noroeste do Amazonas, às margens do rio Negro. Era baixinha, os cabelos negros sobre os ombros, as roupas justas, chinelo de dedos. Mas Maria estava ali só de passagem. No seu enterro os parentes contaram que tinham vindo rio abaixo para passar o período de férias escolares, quando centenas de indígenas de diversas etnias deixam suas aldeias e enchem a sede do município para resolver pendências burocráticas. Ali na cidade, ela arrumou namorado, um militar, e passava os dias com ele, quando não estava entre amigos. Mas nos últimos dias Maria andava triste: o casal havia rompido o namoro. Estava estranha, nervosa. Os parentes contaram que chegou a ter alucinações.

Reportagem na íntegra >> Agência Pública

Agência Pública

Belém das Ilhas

Travessia de Camará em Salvaterra para Belém. O navio Marcos Matheus chega a capital paraense após atravessar a baia do Marajó. Belém. Pará, Brasil. Foto Paulo Santos 2014

©Paulo Santos

Luzes da Cidade

Vista da rua Boaventura da Silva em direção a Alcindo Cacela no bairro do Umarizal. Belém, Pará, Brasil. Foto Paulo Santos 13/07/2014
Vista da rua Boaventura da Silva em direção a Alcindo Cacela no bairro do Umarizal.
Belém, Pará, Brasil.
Foto Paulo Santos
13/07/2014

Velas de Fátima

Ensaio Ney Marcondes

As Velas de Fátima por Ney Marcondes >> Acervo H

Condição de Trabalho

>> Acervo H

Trabalhadores do Lixo

Catadores em atividade no maior lixão da América Latina.

Ensaio de Eraldo Peres.

Lixão de Brasília por Eraldo Peres >> Acervo H

SOB SILÊNCIO

Vasco Cavalcante lança “Sob Silêncio”, seu livro de poesias.


Publicado pela editora Patuá de São Paulo e, com o prefácioSob Silêncio assinado pelo escritor, professor e pesquisador Paulo Nunes, Sob Silêncio vem com 120 páginas recheadas de poesia.  Vasco CavalcantePara conhecer a obra e o autor é só aparecer no próximo dia 07 de maio, às 18:30 horas, na Fox Vídeo Livraria.

Conheça 04 poemas do livro Sob silêncio, de Vasco Cavalcante:

não há rio sob meus pés,
espelhos de limo e areia

profundezas
apagam luzes,
estrelas

um eco a céu aberto
retém o limo nas retinas

nada me atém
nada perdura

sou afeito às utopias

***

por teus olhos,
agora verei a terra que habitas,
todos os dias

o véu que descortina
cada fotograma,
cada linha que divisas
na reconstrução
do mundo sob tua mira

aqui e ali, um pedaço teu
vislumbro, em cada instância,
passo a passo sob a retina
da película que suavemente
queimas, e assim, transpões
a grandeza dos teus olhos
à mercê do mundo que espreita.

À Luiza Cavalcante (Abril/2013)

***

entre o meu
e o teu

exílio,

versos
latejam,

lábios
entrelaçam
mundos

***

não haveria de ser o dia,
a imensidão dos rios,

réstia de luz
de uma tarde ensolarada,

talvez chuva, cheiro
de mato, grama molhada

ventanias,
céu estrelado,
eclipses, marés…

nada, nada incide,
expande
no que transcendo
quando ascende em mim

tua ramagem

À Lândia Assis (nov/2012)

****


Informações Fox e  Patuá nos links abaixo >>
Para conhecer Fox Vídeo Livraria e ter seu endereço     

Jogos Indígenas adiado para outubro

Há menos de cinco meses para iniciar, o I Jogos Mundiais Indígenas mudou de data. A cerimônia de abertura estava marcada para o dia 18 de setembro e o encerramento, dia 27 do mesmo mês. Mas agora os jogos vão começar em 23 de outubro e vão terminar dia 1º de novembro.   Tudo mudou porque a data inicial do evento esportivo, que será realizado em Palmas, no Tocantins, coincidiu com outro evento internacional, a Conferência Mundial dos Povos Indígenas, que será realizada na segunda quinzena de setembro.

Há menos de cinco meses para iniciar, o I Jogos Mundiais Indígenas mudou de data. A cerimônia de abertura estava marcada para o dia 18 de setembro e o encerramento, dia 27 do mesmo mês. Mas agora os jogos vão começar em 23 de outubro e vão terminar dia 1º de novembro.

Tudo mudou porque a data inicial do evento esportivo, que será realizado em Palmas, no Tocantins, coincidiu com outro evento internacional, a Conferência Mundial dos Povos Indígenas, que será realizada na segunda quinzena de setembro

International Documentary Film Festival Amsterdam

Inscrições abertas para fundo de investimentos do IDFA para o desenvolvimento de projetos de documentários.

Valor do aporte pode chegar a até 5 mil euros. Inscrições vão até o dia 15 de maio.
Informações nos links abaixo >>

Captura de Tela 2015-04-25 às 19.25.45

Belém, Hoje, 05:50:44

Kararaô 1989

História
A Índia Kayapó Tuíra passa o terçado (facão) no rosto de José Antônio Muniz Lopes, da Eletronorte, em protesto contra a construção da hidrelétrica de Kararaô, hoje Belo Monte.
A Imagem histórica de Paulo Jares, foi feita durante a cobertura do I Encontro das Nações Indígenas do Xingu, Pa, 1989 .
.
Mais sobre o fotógrafo Paulo Jares >>

A história do Zo’é

Foto e texto André Dusek
  A minha melhor foto foi feita em 1989. Eu fui com a repórter Eliana Lucena pelo jornal O Estado de São Paulo acompanhar uma equipe da FUNAI numa missão de emergência na região do Rio Cuminapanema, no norte do Pará. Lá existia uma aldeia de índios isolados, chamados Zoés, que a FUNAI sabia da existência e da localização, mas preferia manter aqueles índios isolados, vivendo a sua vida tranqüila, sem o infortúnio da convivência com o homem branco. Entretanto, um grupo de missionários evangélicos de uma ONG chamada New Tribes (Novas Tribos) entrou em contato com esses índios sem a autorização da FUNAI e o que todos temiam aconteceu: Os Zoés que nunca haviam se encontrado com o homem branco e não possuíam os anticorpos das doenças modernas, começaram a adoecer. A FUNAI enviou uma equipe de médicos, enfermeiros e mateiros chefiados pelo indigenista Sidney Possuelo.

Comunidade  dos índios Zoé's.  Oriximiná, Pará, Brasil. Foto André Dusek

Além do Estadão, havia uma equipe fazendo reportagem para uma TV Alemã. Descemos de helicóptero em cima de uma plantação de mandioca. Fomos muito bem recebidos, os Zoés estavam muito tranqüilos e simpáticos apesar de termos chegado do céu e estragado toda a plantação de mandioca. Eles andavam nus e falavam tupi. Senti-me um português chegando ao Brasil em 1500.
Um dia eu e o cinegrafista Gustavo Hadba, que filmava para TV Alemã, acompanhamos um índio que entrou no mato para caçar. Ele levava um arco e duas flechas.  No momento em que ele foi atirar a flecha, como ele estava nu, não tinha aonde colocar a segunda flecha e a colocou entre as pernas. Fiz varias fotos. Além de plasticamente bonita, a foto ficou no mínimo engraçada, pois a primeira impressão que se tem é que a flecha está enfiada e não apenas colocada entre as pernas. Uma observação mais atenta vê a ponta saindo pela frente do índio. Essa foto sempre foi muito polêmica e desperta a curiosidade de todos que a vêem.
Sobre >>   André Dusek

Jogos Mundiais dos Povos Indígenas

Embratur lança vídeo dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas

Imagens Jogos Indígenas  >> Acervo H –  Jogos Indígenas

Cores do Kuarup

O Kuarup de Eraldo Peres
Para ver mais do Eraldo
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Território Zo’é

Os Zo’é entraram para a história como um dos últimos povos “intactos” na Amazônia. Seu contato com missionários protestantes norte­americanos e com sertanistas da Funai foi largamente noticiado pela mídia, que em 1989 divulgou as primeiras imagens deste povo tupi, até então vivendo uma situação de isolamento.
A Funai tinha conhecimento da existência do grupo desde pelo menos o início dos anos 70, quando procedeu ao levantamento dos grupos isolados que estavam na rota da construção da rodovia Perimetral Norte (BR­210). Na época, o contato com o grupo do Cuminapanema foi planejado, mas a interrupção das obras da Perimetral levaram a Funai a desistir do contato.
Ler mais >> Instituto Socioambiental
Ensaio Beto Barata
O fotógrafo Beto Barata iniciou sua carreira em 1996 como estagiário do depto. fotográfico do jornal Correio Braziliense. Nestes dezenove anos de profissão atuou nas redações dos jornais The Brazilians (EUA) e Folha de S. Paulo (Sucursal Brasilia), na revista Isto é Gente e nas agências Eclipse Photo Agency (EUA), Photoagência e Associated Press (EUA). Em 2001 foi contratado pelo jornal O Estado de S. Paulo aonde permaneceu até o ano de 2013, tendo atuado tanto na sede em São Paulo como na sucursal Brasília. Em 2010 foi convidado a fazer parte do acervo permanente da galeria de fotografias Fine Art, A Casa da Luz Vermelha, de propriedade do fotógrafo Kazuo Okubo. Atualmente faz trabalhos – Free Lancer – para várias agências e publicações nacionais e internacionais. Em 2009 tornou-se mergulhador PADI de nível avançado com especialização em Nitrox e Fotografia Subaquática.

Mais  Zo’é do Beto Barata  >> Acervo H

Documentar e Difundir as Transformações Socioambientais na Amazônia