Todos os posts de Paulo Santos

Fotógrafo documentarista com sólida experiência em coberturas jornalísticas.

Os índios isolados do vale do Javari

Reportagem de Ricardo Beliel.
Em 1996 o sertanista Sydney Possuelo montou e chefiou uma expedição para fazer contato com os índios isolados korubo na área entre os rios Ituí e Itaquaí no Amazonas. Dez anos antes esses índios haviam exterminado todos os membros de uma outra expedição para contatá-los. Com a ajuda de índios matis, mayoruna, kulina, marubo e kanamary a frente de contato fez diversas incursões na floresta para estabelecer um primeiro contato pacífico. Montamos um acampamento próximo à aldeia e o contato acabou acontecendo acidentalmente num clima tenso e perigoso. Dias depois um dos membros da frente, Sobral, foi morto a golpes de borduna pelos korubo.

Saiba mais sobre Ricardo Beliel  /  Sobras Incompletas

A Comida Kayapó

Kayapó prepara a caça para o almoço o chamado mebengokre-kayapó.

Foto Bepunu Kayapó.

Kayapó prepara caça para o almoço - Foto Bepunu Kayapó

A volta da “lista suja” do trabalho escravo

Diante da liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal proibindo o governo federal de divulgar a “lista suja” do trabalho escravo, a lista volta a aparecer, com base na Lei de Acesso à Informação, via solicitação para que o Ministério do Trabalho e Emprego fornecesse os dados dos empregadores autuados e que tiveram decisão administrativa transitada em julgado, entre dezembro de 2012 e dezembro de 2014.          Continuar lendo.

Trabalho Escravo

Trabalhadores mostram aos jornalistas a indenização paga pela Pagrisa, empresa do setor sucroalcooleiro do Pará, autuada pelo grupo móvel do Ministério do Trabalho durante operação de combate ao trabalho escravo.
Formado por seis auditores, um procurador e cinco agentes da polícia federal, o grupo móvel chegou à empresa através de denúncias anônimas e constatou, de acordo com Humberto Célio, coordenador da operação, que 1.108 trabalhadores eram submetidos à jornada excessiva de trabalho,  atraso de salários, alojamentos superlotados, esgotos a céu aberto, entre outros problemas, configurando condição de trabalho análogo ao escravo.
Ulianópolis, Pará, Brasil.  03/07/2007
Foto Paulo Santos

Mulher no Brasil: gênero em transformação.

Segundo notícia publicada no Portal Brasil, as mulheres são maioria da população, passaram a viver mais, têm tido menos filhos, ocupam cada vez mais espaço no mercado de trabalho e, atualmente, são responsáveis pelo sustento de 37,3% das famílias. Ler matéria na íntegra.

A Precariedade do Trabalho na Amazônia

 João Meirelles Filho, diretor do Instituto Peabiru, publica análise sobre a relação entre as problemáticas socioeconômicas da Amazônia e o trabalho precário, que explicaria, em boa medida, a concentração de renda, o caos social, a atitude servilista-paternalista e o coronelismo político.

Veja em sua coluna na revista Página 22
Imagens (esquerda para direita) Pecuária,  garimpo do Juma,  garimpo no Xingu, Arco de Fogo, carvoariasUHE Belo Monte
Fotos Paulo Santos

A LEI DA ÁGUA

A LEI DA ÁGUA é um documentário brasileiro que explica a relação entre o novo Código Florestal e a crise hídrica brasileira.

Direção: André D’Elia

Água

Uma parceria:

Instituto Socioambiental – ISA
WWF-Brasil
Fundação SOS Mata Atlântica
Associação Bem-Te-Vi Diversidade
Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS)

A Saga do Guaribinha

Pequeno orfão de macaco guariba é criado pela adolescente Cristina Viana Barbosa, 17 anos, que o mima feito criança. O filhotinho foi presente de sua avó, que o encontrou em seu quintal.
Conta a mais nova lenda da vila São João Batista, no arquipélago do Bailique, que a avó de Cristina foi procurada no quintal de sua casa  pela mãe do guaribinha que,  baleada por caçadores e percebendo o fim próximo, antes de seu último suspiro, procurou a avó da menina  com olhar suplicante e entregou o pequeno macaquinho nas mãos da boa velinha. Emocionada, a nobre senhora acabou adotando um novo netinho.

Arquipélago do Bailique, igarapé do Macaco, vila São João Batista, Macapá, Amapá, Brasil.

Fotos Paulo Santos

27 e 28/02/2015

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Firmado o primeiro protocolo comunitário na Amazônia.

Articulados pelo GTA – Grupo de Trabalho Amazônico dezenas de lideranças se reuniram na vila São João Batista no arquipélago do Bailique firmando após três dias de debates o primeiro protocolo comunitário na Amazônia
Com a criação da Convenção sobre Diversidade Biológica – CDB – tratado da Organização das Nações Unidas, e a ratificação do protocolo de Nagoia em 2010, se inicia um processo de organização para os Povos e Comunidades Tradicionais em busca de maior qualidade de vida não apenas na Amazônia, mas em todo mundo.
Assim, em dezembro de 2013 a Rede Grupo de Trabalho Amazônico – GTA, em parceria com a Regional GTA/Amapá, o Conselho Comunitário do Bailique, Colônia de Pescadores Z-5, IEF, CGEN/DPG/SBF/MMA, juntamente com 36 comunidades do Arquipélago do Bailique, inicia o processo de criação do primeiro protocolo comunitário na Amazônia, instrumento que regula relações comerciais amparado por leis ambientais, estabelecendo o mercado justo, proteção da biodversidade, entre outros .
O encontro na comunidade São João Batista no furo do macaco (igarapé que dá acesso a vila), foz do Amazonas, recebeu cerca de 100 lideranças de 28 comunidades durante os dias 27 e 28 de fevereiro último , que chegavam de barcos e canoas acompanhados por suas famílias
Durante o debate, representantes do Ministério do Meio Ambiente, Ministério Público Federal, Fundação Getúlio Vargas, Embrapa e Conab esclareciam dúvidas e indicavam caminhos para fortalecer o primeiro protocolo comunitário na Amazônia.

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Foto e texto: Paulo Santos

Pagamento por Serviços Ambientais e Crise Hídrica

Desde 2005 projetos piloto de pagamento por serviços ambientais vêm sendo realizados em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Santa Catarina, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. São programas de conservação de matas ciliares e nascentes para melhorar a qualidade e a quantidade da água que abastece as áreas urbanas. Mas, apesar dos esforços, a ausência de escala e de um monitoramento mais sistêmico dos efeitos diretos sobre as bacias hidrográficas faz com que os resultados sejam ainda tímidos ou difíceis de serem mensurados. Leia mais

Rio Uriandeua, Salinópolis, Pará, Brasil.
Foto Paulo Santos, 2014.

Curso de fotografia aplicada à agricultura

Curso fotografia

A Fundação de Apoio à Pesquisa, Extensão e Ensino em Ciências Agrárias (FUNPEA), em parceria com a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), oferecerá Curso de fotografia aplicada à agricultura no período de 10 a 12/03/2015. Ler mais

Plantação de Dendê.

Moju, Pará, Brasil.

Foto: Paulo Santos, 2010.

Direitos indígenas em xeque: ambientalistas x ruralistas no Congresso Nacional

Parlamentares, representantes de ONGs, organizações indígenas, indigenistas e quilombolas voltam a discutir estratégias para enfrentar, no Congresso Nacional, a proposta de mudança na Constituição que transfere do Executivo para o Legislativo poder de demarcar Terras Indígenas e Territórios Quilombolas, bem como criar Unidades de Conservação, alterar limites e a recategorização previstas no SNUC. A proposta chegou a ser arquivada no final do ano passado após uma intensa campanha dos movimentos sociais e ambientalistas, mas retomou com força na atual legislatura. Ler mais

Índio Cinta Larga, Espigão do Oeste , Rondônia Brasil.
Foto Paulo Santos, 2004

Pará é campeão de assassinatos por questões fundiárias

Seis pessoas foram assassinadas na área de Conceição do Araguaia, no Pará, em função de conflitos por terra numa fazenda destinada a assentamento. Segundo a polícia e testemunhas, os moradores vinham sofrendo ameaças e sendo incitados a deixar o lote que vinham ocupando há poucas semanas, na expectativa de serem assentados definitivamente assim que terminasse o processo em andamento no INCRA. Leia mais

Ver galerias de imagens sobre violência no campo

São Felix do Xingu, Pará, Brasil. Foto Paulo Santos, 2003

Energia problemática

A hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, devia começar a transferir energia para o sudeste do país dentro de cinco dias. A data estabelecida no contrato de concessão era 28 de fevereiro de 2015, mas a obra está atrasada pelo menos um ano…


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A índia TuíraKaiapó  (foto P&B) passa seu facão no rosto de José Antônio Muniz Lopes, diretor da Eletronorte, em protesto pela criação da hidrelétrica de Kararaô,  hoje UHE Belo Monte, durante o I Encontro das Nações indígenas do Xingu.

Altamira, Pará, Brasil.  Foto Paulo Jares  1989


Implantação da Unidade Hidrelétrica de Belo Monte e, a cidade de Altamira, uma das principais atingidas pela implantação do projeto

Altamira, Pará, Brasil.  Foto Paulo Santos  11/2013

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Preso grileiro responsável por 20% do desmatamento da Amazônia

Operação do Ibama desarticula quadrilha de grileiros no Pará


O Ibama divulgou nesta segunda-feira  23/02 a prisão do maior grileiro da região da BR 163. A ação aconteceu no último sábado, em Itaituba, no Pará e faz parte da Operação Castanheira.
Deflagrada pelo Ibama, Ministério Público Federal, Receita Federal e Polícia Federal, a operação desarticulou a maior quadrilha de grileiros que operava na região respondendo por 20% de todo o desmatamento da Amazônia.

Fonte EBC Rádio Agência Nacional

Operação Ibama e Greenpeace 

Mais de uma década de operações na Amazônia.

Helicóptero do Ibama sobrevoa pátio com madeira apreendida durante operação no Pará.

Uruará, Pará, Brasil.  Foto Paulo Santos  2001

Desmatamento na Amazônia volta a crescer em janeiro

Desmatamento na Amazônia volta a crescer.


Segundo boletim do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), foram detectados 288 km² de desmatamento na região em janeiro de 2015, um aumento de 169% em relação ao mesmo período do ano passado, quando este número foi de 107 km².

Revista Exame  23/02/2015 15:49


Carvoarias

Conhecida como carvoaria Km 4 na estrada de Coaxi, a maior carvoaria da região com 1200 fornos queima  madeira retirada da floresta  para produção de carvão vegetal.
Ulianópolis, Pará, Brasil.
Foto Paulo Santos